Vivemos na era digital e acompanhamos constantemente o avanço tecnológico. Hoje em dia, é possível fazer praticamente tudo pela internet ou de forma digital. Por isso, é imprescindível manter a segurança da rede e dos dados. Para reforçar essa segurança, uma estratégia de resiliência cibernética é recomendada.
Do mesmo jeito que a tecnologia e soluções avançam, os ataques cibernéticos e golpes digitais também ficam mais complexos. Sendo assim, métodos de segurança que eram eficazes anos atrás, podem não surtir efeito contra as ameaças atuais.
É importante também evitar prejuízos que podem resultar das brechas na segurança. E, a melhor forma é agir antecipadamente. É justamente nisso que a resiliência cibernética foca. Se você não sabe do que estamos falando, não se preocupe! Vamos explicar tudo neste conteúdo. Então, continue lendo até o final para não restar dúvidas.
O que é resiliência cibernética?
Resiliência cibernética é o nome dado para as ações que garantem às empresas a capacidade de se protegerem das interrupções de TI. Muitas pessoas, inclusive líderes de cibersegurança, acreditam que a resiliência e a segurança cibernética são a mesma coisa.
Mas eles estão errados. Falaremos mais sobre as diferenças de uma para a outra no decorrer deste conteúdo.
A resiliência cibernética capacita um negócio a se adaptar, se recuperar e se manter funcionando mesmo quando um incidente cibernético ocorre. Essa estratégia exige que a empresa acredite na sua capacidade de responder a alguma ameaça e tentativas de ciberataques.
Vale destacar que esses incidentes cibernéticos podem incluir ataques hackers, quedas de energia, desastres naturais, falhas de equipamentos, erros humanos, entre outros. E que para a resiliência se manter relevante, ela precisa ser revisitada, reforçada e atualizada constantemente.
Importância
Como citado no tópico acima, a resiliência cibernética age não só nos casos de ciberataques, mas também em outras situações que possam comprometer o desenvolvimento de algum projeto, rede ou dados de uma empresa.
Sendo assim, com um bom plano de resiliência, uma organização se sente mais confiante e pronta para enfrentar uma possível ameaça. Ou em casos de incidentes naturais, como por exemplo, a queda de energia causada por chuva forte, essa estratégia auxilia a empresa a se recuperar de forma mais ágil e sem muitas perdas.
Por permitir que o trabalho e operações continuem sem sofrer muitos impactos negativos, contar com uma estratégia de resiliência cibernética é fundamental nos dias atuais.
Princípios da resiliência cibernética
O NIST, sigla em inglês para National Institute of Standards and Technology (em português Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) definiu quatro “princípios” para estruturar uma boa resiliência cibernética. Sendo eles:
- Antecipar: organizações que contam com a estratégia de resiliência cibernética, conseguem enxergar com mais clareza as possíveis ameaças e ataques. Por isso, um dos principais focos da resiliência é concentrar em práticas, proteções e controles que impeçam essas ameaças de atingirem os negócios;
- Resistir: apesar de antecipar os ataques, incidentes e ameaças no geral, é impossível controlar todas as situações que possam causar algum impacto negativo. Por isso, é preciso bolar uma estratégia de resistência. Isso pode ser feito com o auxílio de ferramentas e tecnologias que ajudem a detectar as ameaças, mitigar ataques e limitar os danos;
- Recuperar: contando com a resistência cibernética, as empresas precisam ser capazes de voltar com o funcionamento total de suas operações o mais rápido possível após passar por alguma interrupção ou ataque cibernético;
- Adaptar: sempre após uma ameaça ser detectada, ou alguma interrupção ocorrer, é fundamental que os responsáveis pela resiliência e segurança cibernética analisem o acontecimento e ajustem os programas de segurança e as práticas de TI para aumentar ainda mais a segurança e resiliência cibernética.
Benefícios da resiliência cibernética
A resiliência cibernética oferece muitos benefícios para as empresas que a implementam. Como, por exemplo, a recuperação rápida após um incidente. Essa rápida recuperação só acontece por conta da capacidade de identificar e responder rapidamente às ameaças, o que, consequentemente, minimiza os impactos negativos.
Essa estratégia também permite que as operações continuem funcionando mesmo que um incidente cibernético ocorra. Isso, consequentemente, ajuda a mitigar perdas financeiras, visto que interrupções significativas nos negócios são evitadas.
Além de que a resiliência cibernética conta com medidas de segurança robustas e sistemas de recuperação. Sendo assim, não é necessário ter gastos extras com ações para a recuperação de dados perdidos ou roubados.
Por ser uma estratégia que exige acompanhamento constante, a resiliência garante que a empresa tenha uma melhora contínua na segurança, sempre atualizando as práticas de segurança e adotando novas tecnologias de cibersegurança.
Essa estratégia também ajuda na imagem da empresa, aumentando sua confiabilidade. Quando os clientes percebem que a segurança dos dados e a proteção da privacidade são prioridades, eles se sentem mais confiantes e seguros de fazer negócio com essa empresa.
Diferença entre segurança e resiliência cibernética
De modo bem resumido e fácil de entender, a diferença entre resiliência cibernética para a cibersegurança é que a resiliência permite que organizações e empresas continuem operando normalmente, mesmo que tenham sofrido algum ciberataque. Enquanto a segurança foca em impedir que esses ataques ocorram.
Outra grande diferença também é que a segurança cibernética foca nas ameaças externas que podem atingir a rede de uma empresa. Já a resiliência cibernética atua contra as ameaças externas e as ameaças internas, que podem ser causadas pelo erro humano.
Agora que você já sabe mais sobre a estratégia de resiliência cibernética, que tal conferir o blog da Precisio e ficar por dentro de mais assuntos da tecnologia?!


